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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

OBESIDADE

Uma pessoa é considerada obesa quando possui peso 10% a 20% maior do que o peso médio ideal para o sexo e altura.
Todo peso a mais é supérfluo e prejudicial, pois aumenta o risco de doenças como diabetes, pressão arterial e artrite.
Na maioria dos obesos, o aumento da gordura tem origem no desequilíbrio entre a alimentação e exercício físico. Pelo menos 30% dos casos de obesidade têm um fator genético associado: a famosa tendência a engordar, mas pode haver uma razão clínica para o aumento do peso. Por isso, deve ser tratada com orientação do médico, e como uma questão estética e de saúde.
A obesidade é o resultado do balanço do que se come e o que se gasta de energia então, além da orientação do médico, depende na verdade, de um grande esforço pessoal. Ou diminuem-se a quantidade, sem alterar a qualidade da comida e aumenta-se os gastos energéticos ou ambos. Obedecendo as dietas e os exercícios físicos, o peso diminui gradualmente e de acordo com o rítimo de cada um.
Os medicamentos quando usados devem ser recomendados sempre por um médico e usados como auxiliares e não como a base do tratamento. Na maioria dos casos os médicos receitam moderadores do apetite, reduzindo sua dose aos poucos até que o organismo passe a funcionar por si só. Diuréticos não devem ser usados, pois, gordura não é água e não sai na urina; a discreta perda de peso no uso desses medicamentos se deve a desidratação do organismo, e conseqüentemente perde-se sais essenciais à saúde. Fórmulas mágicas não existem, por isso tome muito cuidado no uso de medicamentos para emagrecer, principalmente aqueles naturais ou recomendados por um amigo.
Os exercícios recomendados são: a natação, a caminhada, a bicicleta (ergométrica ou não), de preferência diários e constantes. A cirurgia Plástica pode ser necessária para corrigir deformidade ou gorduras localizadas (lipoaspiração). São poucas as pessoas que podem se dedicar exclusivamente ao culto do corpo ideal, mas uma dieta balanceada e exercícios físicos praticados regularmente são normas básicas de saúde e bem estar, devendo ser iniciados na infância.

ALIMENTOS FUNCIONAIS

Definição:
Nutracêutica é a ciência que pesquisa alimentos como forma de prevenir várias doenças.
Os alimentos que contenham compostos bioativos (bioflavonóides) são considerados como funcionais, pois auxiliam na prevenção e no tratamento de doenças, entre outras se destacam: cardiovasculopatias, cancer, diabetes, osteoporose e TPM.
Estes alimentos, têm a função de prevenir e manter a saúde, reduzir riscos de doenças crônico-degenerativas e beneficiam as funções fisiológicas.
As frutas, legumes, verduras, cereais integrais, leguminosas, peixes de águas frias, ervas aromáticas e lactobacilus, entre outros são fontes de alimentos funcionais.

Exemplos:
Frutas: morango, melancia, mamão, frutas secas oleaginosas (castanha pará, amêndoas, nozes, avelâs, macadâmia)
Legumes: tomate, berinjela, cenoura, abóbora, aspargos
Verduras: crucíferas de folhas verde escuro, brócolis, agrião, escarola
Cereais integrais: aveia, centeio, cevada, arroz
Leguminosas: soja, lentilha, feijão azuki
Peixes de águas frias: salmão, linguado, sardinha
Ervas aromáticas: alecrim, mangericão, tomilho, segurelha, estragão, hortelã, raiz forte, gengibre
Outros: chá de jasmim, chá verde, cogumelos variados, leites fermentados, probióticos.

A aceitação por parte dos consumidores destes alimentos funcionais, está na confiança nos efeitos saudáveis das substâncias contidas nos alimentos, o que torna a alimentação um fator importante para controle da saúde.

ALIMENTOS DIETÉTICOS

Muitas pessoas sadias (querem engordar, querem emagrecer, são vegetarianos, etc) e também pessoas doentes (diabéticos, hipertensos, cardiopatas, com problemas de metabolismo, obesos, etc) requerem dietas próprias, feitas com alimentos e produtos elaborados especialmente para estes fins. A legislação brasileira que regulamenta a industrialização destes produtos e alimentos é muito confusa, os textos legais são dúbios e obscuros, muitas vezes incoerentes entre si e, a maioria das leis que tratam sobre este assunto já é muito antiga e ultrapassada (Decreto Lei nº 986 de 21/10/1969 - Decreto nº 79.094 de 05/01/1977 - Lei nº 6360 de 23/09/1976).

O que são produtos e alimentos dietéticos e a quem se destinam? Segundo a legislação, Alimento Dietético é todo alimento elaborado para regimes alimentares especiais, destinado a ser ingerido por pessoas sãs e Produto Dietético é aquele tecnicamente elaborado para atender às necessidades dietéticas de pessoas em condições fisiológicas especiais.

Com esta legislação inadequada tudo fica possível para os produtores e dificulta para o consumidor. Nesta enorme variedade de produtos e alimentos dietéticos, nesta grande confusão de termos em inglês e em outras línguas, fica difícil para o consumidor proteger-se de enganos e engodos, cada vez mais ele está confuso e inseguro. Existem bons produtos que realmente cumprem o que prometem nas bulas e nos rótulos porém, uma grande quantidade não são éticos, visando tão somente o lucro, pouco se importando com a saúde do consumidor final.

A quem recorrer para uma orientação adequada e como saber se as informações contidas nas propagandas e nas bulas são verdadeiras? Antes de usar qualquer produto ou alimento dietético devemos nos informar com médicos, nutricionistas, farmacêuticos ou outro profissional habilitado a reconhecer os ingredientes/componentes da formulação, nunca devemos fazer qualquer tipo de dietoterapia sem um acompanhamento individualizado, cada pessoa tem características próprias, o que serve para seu vizinho pode ser lesivo para a sua saúde.

Diet, Sugar Free, Light, Shakes, Slim.....O brasileiro tem uma predileção toda especial para o que está escrito em inglês, parece que isto dá ao produto uma confiabilidade toda especial. Porém, sabemos que mesmo escritas em inglês existem grandes porcarias por aí; continuamos a insistir com o consumidor para que não use qualquer produto só porque parece bom e que a propaganda/bula fala maravilhas dele. Mesmo produtos veiculados na televisão podem ser enganosos, vários produtos dietéticos prometendo o impossível são hoje propagados nas redes de televisão, uma grande maioria enganando o consumidor, comprometendo inclusive sua saúde. Sugerimos que consumam produtos de indústrias éticas, que também se preocupam com seus consumidores, e que tenham cuidado com as fábricas de fundo de quintal.